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O protocolo. O Sistema de Triagem de Manchester (Manchester Triage System, o método de classificação de risco criado na cidade inglesa) nasceu em 1994, quando o Manchester Triage Group, um grupo de médicos e enfermeiros de emergência, se reuniu para padronizar a entrada dos prontos-socorros. O manual saiu em livro em 1996, com o título Emergency Triage (Triagem de Emergência).
A chegada ao Brasil. Minas Gerais foi o primeiro estado a adotar o protocolo na rede pública, em 2008. Hoje o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, entidade que representa o método no país, treina as equipes que fazem a triagem.
A UPA. A Unidade de Pronto Atendimento (a UPA 24h) funciona dia e noite, todos os dias, e fica no meio do caminho entre o posto de saúde e o hospital. A Portaria 1.600 do Ministério da Saúde, de 2011, colocou as UPAs dentro da Rede de Atenção às Urgências, junto com o SAMU 192 e os prontos-socorros.
A conversa da entrada. Na chegada, um enfermeiro faz a classificação de risco. Ele pergunta a queixa principal, mede temperatura, batimentos e oxigenação e, na criança, observa a respiração, a cor da pele e o nível de alerta. A conversa dura poucos minutos.
As cinco cores. Pelo Protocolo de Manchester, cada cor tem um tempo-alvo para o primeiro atendimento médico:
• Vermelho, emergência: atendimento imediato.
• Laranja, muito urgente: até 10 minutos.
• Amarelo, urgente: até 60 minutos.
• Verde, pouco urgente: até 120 minutos.
• Azul, não urgente: até 240 minutos.
O fluxograma. O enfermeiro não escolhe a cor no olho. O protocolo traz fluxogramas por queixa (febre, falta de ar, dor na barriga, criança irritada), e cada um lista os discriminadores, os sinais que sobem o paciente de cor. Na criança, febre alta, sinal de desidratação e respiração com esforço pesam.
A reclassificação. A cor não é sentença. Se o quadro muda na espera, a equipe classifica de novo, e o paciente reavaliado sobe de cor quando aparece sinal novo de gravidade.
O que não se sabe. O tempo-alvo é meta, nunca garantia. Não existe painel nacional público com o tempo real de espera por cor em cada UPA, e a fila de uma madrugada de junho pode estourar a meta do verde e do azul.
Na nossa opinião: a fila por gravidade protege o seu filho no dia em que ele chegar vermelho, e esse dia vale a espera do dia azul.
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