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O primeiro sinal. Dor de cabeça forte que não cede com o analgésico comum e com descanso. É diferente da dor de noite mal dormida, que melhora depois de uma soneca. A dor da pressão alta fica, e muitas vezes piora.
O segundo sinal. Alteração na visão: vista embaçada, pontos de luz, manchas, sensibilidade à claridade. A mãe que pede para apagar a luz do quarto em plena tarde está descrevendo um sinal, e não só um capricho de cansaço.
O terceiro sinal. Inchaço novo ou que piora de repente, principalmente no rosto e nas mãos. Algum inchaço nas pernas é esperado depois do parto. O inchaço que aparece no rosto, ou que dobra de um dia para o outro, entra na lista.
O quarto sinal. Pressão de 140 por 90 ou mais em duas medidas. Junto podem vir falta de ar, dor no alto da barriga do lado direito, enjoo novo ou vômito. Qualquer um desses, somado à pressão alta, pede atendimento no mesmo dia.
O aparelho. Um aparelho digital de braço custa menos que um pacote grande de fraldas e mede em um minuto. O de pulso erra mais. Compre antes do parto, ou na primeira semana, e deixe na gaveta da mesa de cabeceira.
Os passos para medir em casa:
1. Sente a mãe por cinco minutos, costas apoiadas e pés no chão, sem falar.
2. Coloque a braçadeira no braço esquerdo, na altura do coração, sobre a pele.
3. Meça duas vezes, com um minuto de intervalo, e anote os dois números com a hora.
4. Repita no fim da tarde, que é quando a pressão costuma subir mais.
5. Leve o caderno de anotações em qualquer consulta ou ida ao pronto-socorro.
A hora de sair. Pressão de 160 por 110 ou mais, convulsão, falta de ar forte, dor no peito ou confusão mental: pronto-socorro na hora, e o SAMU no 192 se ela não conseguir andar. Pressão de 140 por 90 com dor de cabeça ou vista embaçada: maternidade no mesmo dia, sem esperar a consulta marcada.
O caderno. Uma folha com três colunas resolve: dia e hora, os dois números da pressão, e o sintoma do momento. Na hora da dúvida, a folha mostra se a pressão vem subindo há dois dias ou se o número alto apareceu agora.
O que dizer na recepção. Fale a frase inteira: ela teve bebê há tantos dias, está com a pressão em tal número e com dor de cabeça. A palavra pós-parto muda a fila. Sem ela, a dor de cabeça vira queixa comum.
Na nossa opinião: o aparelho de pressão deveria estar na mala da maternidade, ao lado da pomada de assadura.
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