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A preparação começa na gravidez. A Associação Americana de Medicina Veterinária, na orientação para famílias com cães e bebês, recomenda ajustar a rotina do animal semanas antes do parto: novo horário de passeio, novo lugar para dormir e as áreas proibidas já marcadas. Mudar tudo na semana da chegada liga o bebê às perdas do cão.
O cheiro entra antes do bebê. O olfato é o sentido principal do cachorro. Uma roupinha usada, levada da maternidade num saco fechado, deixa o cão conhecer o novo morador sem susto e sem disputa de espaço.
Os passos da semana da alta:
1. Peça a roupinha no primeiro dia. Um body ou uma manta usada por algumas horas, guardada num saco plástico fechado para segurar o cheiro
2. Apresente no chão, com calma. Sente perto do cão, deixe ele cheirar à vontade e recompense com petisco e carinho. Nunca esfregue o tecido no focinho
3. Repita duas ou três vezes por dia. Até o cão perder o interesse. O desinteresse é o sinal de que o cheiro virou parte da casa
4. Na chegada, a mãe entra primeiro. De mãos livres, para matar a saudade do cão. O bebê entra depois, no colo do pai, com o cão na guia segurada por outra pessoa
5. Cheirada curta, a distância. Deixe o cão cheirar o pé do bebê por poucos segundos e chame ele de volta com um petisco
O portão vale mais que o adestramento. Um portão de grade no corredor ou na porta do quarto separa o cão e o bebê nos minutos em que o adulto precisa ir ao banheiro, pegar a fralda ou atender a porta. O cão continua vendo e ouvindo a família, sem acesso ao berço.
A regra de ouro é nunca sozinhos. Bebê e cão não ficam no mesmo cômodo sem um adulto olhando, nem por um minuto, nem com o cão dormindo. O adulto que mexe no celular conta como ausente.
O bebê no chão pede o cão do outro lado do portão. Tapete de atividades, tempo de bruços e troca de fralda no chão colocam o rosto do bebê na altura do focinho. Nessas horas, o cão fica separado.
O cão precisa de um refúgio. Uma caminha num canto onde ninguém mexe, nem o bebê quando começar a engatinhar. Cão que tem para onde fugir se afasta, e o dente fica guardado.
Vantagens aparecem com o bebê. Petisco, passeio e carinho quando o bebê está por perto ensinam ao cão que o novo morador traz vantagem. Se o cão só ganha atenção quando o bebê dorme, ele aprende o contrário.
Sinais de que a casa precisa de ajuda profissional:
• Rosnado para o bebê ou para o carrinho. Pede um adestrador ou um veterinário comportamentalista na mesma semana
• Cão que fica parado olhando o berço. Fixação longa merece avaliação
• Cão que guarda comida com rosnado. Avise o profissional antes de o bebê engatinhar
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