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Comece pelo inventário. Abra a geladeira e o armário e separe cada item com cafeína: café, chá preto, chá verde, mate, erva de chimarrão, refrigerante de cola, energético, chocolate amargo e remédio para dor de cabeça.
Leia a bula. Analgésicos combinados trazem cafeína na fórmula. O Dorflex, por exemplo, tem 50 mg de cafeína por comprimido, segundo a bula da fabricante Sanofi. Dois comprimidos pesam como um café coado inteiro.
Meça a caneca. Encha a caneca de sempre com água e despeje num copo medidor. A tabela de referência usa xícara de 200 ml; uma caneca de 300 ml cheia de café coado leva metade a mais de cafeína.
O passo a passo do dia:
1. O café vai logo depois da mamada, para o pico no leite passar antes da mamada seguinte.
2. Três cafés no máximo, espalhados entre o acordar e o almoço.
3. Depois das 14h, descafeinado, que guarda só um resto pequeno de cafeína.
4. O pai anota cada dose no celular, com hora e tamanho da caneca.
5. Chá, refrigerante e chocolate entram na lista, com o mesmo peso do café.
6. Remédio com cafeína só com o médico sabendo, porque ele soma no total do dia.
Os sinais no bebê. Irritação sem motivo claro, choro difícil de acalmar, olhos arregalados por horas e sono em pedaços. Um dia ruim não prova nada, porque recém-nascido tem dias ruins por vários motivos. Três ou quatro dias seguidos pedem atenção.
O teste do corte. Se os sinais aparecerem, a mãe tira a cafeína por uma semana inteira. Com meia-vida de dias, uma tarde sem café não muda o quadro: o bebê precisa de tempo para eliminar o estoque acumulado. Se o sono melhorar, a cafeína volta aos poucos, uma xícara de cada vez.
Prematuro tem regra própria. Bebê nascido antes do tempo tem o fígado ainda mais lento que o do recém-nascido a termo. Nesse caso, o limite sai da consulta com o pediatra, ajustado ao bebê.
A cafeína escondida no gelo. Café gelado de garrafa, chá mate de lata e bebida energética em pó também contam. O rótulo traz a quantidade por porção; quando não traz, o pai trata a bebida como um café.
O pai assume a garrafa. Ele passa o café na medida certa de manhã, deixa o descafeinado pronto para a tarde e leva a xícara até o sofá logo depois da mamada. A mãe toma o café dela sem fazer contas com o bebê no colo.
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