A resposta de ontem Quem foi o Finkelstein do teste do punho fechado? Harry Finkelstein foi um cirurgião do Hospital for Joint Diseases, em Nova York, que publicou o teste em 1930 no Journal of Bone and Joint Surgery. A versão dele era outra: o médico segurava o polegar do paciente e inclinava a mão. O punho fechado sobre o polegar foi descrito antes, em 1927, pelo alemão Eichhoff, e ficou com o sobrenome errado. |
O protagonista. O BABIES Act, sigla para Bathrooms Accessible in Every Situation Act (Lei dos Banheiros Acessíveis em Toda Situação), virou lei federal americana em 2016, com a assinatura do então presidente Barack Obama.
O que a lei manda. Os prédios federais abertos ao público passaram a dever pelo menos um trocador acessível ao homem e um acessível à mulher. A regra vale para tribunais, agências, repartições e outros edifícios administrados pelo governo central, onde o cidadão entra para resolver papelada.
As exceções. O texto libera o prédio cujo banheiro não é aberto ao público. Libera também o banheiro com placa clara indicando um trocador no mesmo andar, e o caso em que a instalação exigiria obra nova de custo inviável.
O alcance. A lei não toca shopping, restaurante, aeroporto privado nem posto de estrada. Ela vale só para o patrimônio federal, e funciona mais como sinal do que como obra em massa. O governo diz ao país onde fica o padrão.
O empurrão de 2015. O debate ganhou rosto um ano antes, quando o ator Ashton Kutcher, pai de uma filha pequena, reclamou nas redes sociais de nunca achar trocador em banheiro masculino. A queixa dele correu o país e virou abaixo-assinado.
Os estados seguem. Na mesma época, a Califórnia aprovou a regra própria, assinada pelo governador Jerry Brown em 2017: estabelecimentos novos ou reformados com trocador precisam oferecer a peça a pais e mães. Nova York aprovou lei parecida em 2018, também para obra nova e reforma.
O caminho no Congresso. O projeto passou pela Câmara e pelo Senado sem disputa partidária, fato raro naquele ano de eleição presidencial. Republicanos e democratas votaram juntos, e a lei saiu com poucas páginas e um único objetivo.
O detalhe que pesa. Nenhuma dessas leis obriga a arrancar banheiro velho. Elas entram pela porta da reforma, e o mapa americano muda devagar, prédio a prédio, a cada obra licenciada.
O que mudou no balcão. Fabricantes de trocador dobrável de parede, a peça de plástico que abre como uma mesa, passaram a vender para o banheiro masculino em escala. Redes de restaurante e de lojas grandes adotaram a regra antes de qualquer obrigação.
Na nossa opinião: a lei americana acertou ao tratar o trocador como peça de banheiro, sem gênero, e não como sala da mãe. O pai que troca fralda deixa de ser exceção na planta do arquiteto.
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